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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Re: Zero - Análises do Anime #1

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Introdução

Re:zero é um anime que eu comecei a ver  num período pós-pandemia, o qual parei de assistir na segunda temporada. Me lembro vagamente de achar um absurdo um fato específico que aconteceu ao final da primeira temporada e começo da seguinte (temática que terei a oportunidade de falar mais a frente), e por isso, não segui assistindo as outras. Portanto, meu objetivo agora é assistir e comentar capitulo a capitulo por aqui até o final. Isso vai me ajudar a manter o raciocínio fresco, além de poder articular e desfrutar melhor do anime.


Análise do primeiro Episódio

Eu me lembrava que Re: zero havia me empolgado muito quando eu comecei a assistir anos atrás, o que simplesmente parece ter sido em outra vida. E ao assistir o primeiro episódio hoje, ficou óbvio para mim o porque da minha predileção por esse anime naquela época. E essa premissa não estava no enredo do anime, na ação impactante, ou mesmo na temática da possibilidade de poder voltar no tempo... tudo se resumia - em princípio - ao personagem principal: Natsuki Subaru.

Acredito ter me identificado à época com o Subaru tanto quanto consigo encontrar similaridades agora. Por alguma razão, eu sempre tive um apreço por protagonistas que não tem demasiada força, mas que encontram outras virtudes para brilhar dentro da história, justamente o que o Subaru é. Sem habilidades ou técnicas de combate, ele é o personagem que destoa dos padrões vigentes do mundo em que está inserido, e por isso mesmo passa a ser o único dentre os personagens principais que consegue investir nos momentos a criatividade e coragem necessárias para aumentar as probabilidades de mudar os rumos dos acontecimentos. Ironicamente, suas decisões acabam sempre sendo equivocadas nesse episódio, e esse contraste me empolgou logo de cara.

Assim, a dinâmica de interação entre ele e Emília potencializou meu gosto e me fez cair nas graças do anime. Emília sendo a meio-elfa poderosa e cheia de decoro, inflexível e rígida, porém bondosa e justa, em paralelo com um Subaru confiante, porém hesitante e tentando entender o que era aquele mundo. Essa dinâmica atribuindo uma perspectiva de força à personagem feminina, e vulnerabilidade ao personagem masculino, além de trazer uma diversão única ao enredo, também me traz formas diferentes das construções do que as sociedades ditam do que é ser masculino e do que é ser feminino, e assim, me proporciona uma noção de profundidade na história que me é muito confortável.

Com esses pensamentos pairando, somados a um anime muito rico no que se refere a traços e animação de modo geral, cheguei ao final do episódio satisfeito com o que vi, com um sentimento de nostalgia e também de tempo bem aproveitado. Me despertou curiosidade relembrar as personalidades dos personagens e como o anime parecia fluir de modo confortável.

Apesar de tudo isso, a parte de violência e do sangue desmedido me incomodaram. Pelo que me lembro, vai ser algo costumeiro no anime, e eu terei de me habituar a isso. A violência é bem expositiva e desnecessária, e a primeira vilã do Anime não é nada interessante em termos práticos, desnecessariamente sanguinária. A cena de batalha após a negociação pelo brasão pode ser considerada chocante para alguns.

Ainda assim, acredito que pela trama, ainda possa valer a pena assistir até o fim. Vamos ver o desenrolar dos próximos capítulos. Terei oportunidade de falar de outros personagens mais a frente.

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